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segunda-feira, novembro 11, 2013

Perita do caso Nardoni investiga morte misteriosa de universitária mineira

Déborah Oliveira foi encontrada com sinais de estrangulamento, em Itajubá, no sul de Minas
Márcia Costanti, do R7
Déborah teria sido vítima de uma emboscada, segundo peritaReprodução/ Facebook
Insatisfeitos com a falta de respostas, os pais da universitária Déborah Oliveira, morta em Itajubá, no sul do Estado, há cerca de três meses, contrataram a advogada e especialista em perícias criminais, Roselle Soglio, para acompanhar o caso. Famosa por trabalhar na defesa do casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, condenados pela morte de Isabela Nardoni, em 2008, Roselle já visitou o local onde o corpo da jovem foi encontrado. Ela volta à cidade nesta quarta-feira (6).
A especialista criticou a falta de informações no laudo sobre a morte da estudante. Segundo ela, não consta no documento que Déborah tenha sido agredida, fato que é comprovado por meio de imagens do corpo e do relato da equipe que localizou a jovem. Parte das fotos, inclusive, vazaram na internet e causaram polêmica na cidade.
— O comandante da guarda municipal, que achou o corpo, me disse que não tem dúvida nenhuma que ela foi espancada, ela inclusive teve os dentes quebrados. Quero que o médico legista me esclareça por que isso não consta no laudo.
A advogada chama a atenção ainda para o desenrolar das apurações da Polícia Civil. Recentemente, o delegado responsável pelo caso, Pedro Bezerra, divulgou que têm 12 suspeitos do crime. Para Roselle “quem tem 12, não tem nenhum”.
Comparsa
Déborah desapareceu no dia 14 de agosto. Ela saiu da Unifei (Universidade Federal de Itajubá), onde cursava Sistemas de Informação, alegando que estava gripada e com muito frio. Foi encontrada na tarde do dia seguinte, morta com sinais de estrangulamento em uma construção na Alameda Esperança, via que faz a ligação entre os bairros Morro Chic e BPS.
A especialista alega que a cena do crime revela muito sobre o caso: o cadeado arrebentado no portão fica do lado de dentro da obra. Com isso, e levando em consideração o tamanho do imóvel, ela ressalta “não ter dúvidas” de que o criminoso contou com a ajuda de um terceiro envolvido.
—A história vai começar a se desvendar quando a gente descobrir como se deu o acesso a esta casa, porque não tem acesso fácil. A casa é muito grande, por isso, mesmo que alguém tentasse entrar de forma aleatória, teria que ter a certeza absoluta que não tinha ninguém ali.
Emboscada
A advogada solicitou ao delegado Pedro Bezerra, responsável pelas investigações, as imagens que exibem o momento em que a vítima chega à rua onde ocorreu o crime. Roselle alega que as informações do inquérito levam a crer que Déborah conhecia o assassino.
—Existem coisas de valor na casa que não foram furtadas, isso demonstra que a pessoa tinha a intenção de praticar o crime, não foi uma atitude aleatória. Ela parece conhecer o agressor dela, pelo menos de vista, mas a coisa toda se desenrolou como uma emboscada para a Déborah.
A reportagem do R7 tentou entrar em contato com o delegado da cidade até o fechamento desta publicação, mas ele não foi encontrado.

segunda-feira, abril 01, 2013

Espetáculo inspirado no Caso Isabella Nardoni é cancelado pela Justiça

Espetáculo inspirado no Caso Isabella Nardoni é cancelado pela Justiça

Publicação: 03/03/2013 19:48 Atualização: 03/03/2013 19:55

Foto: André Stefano/Divulgação.
Foto: André Stefano/Divulgação.
O espetáculo Edifício London, sobre a história da garota Isabella Nardoni, teve sua estreia cancelada pela Justiça de São Paulo. A peça da companhia Os Satyros seria encenada pela primeira vez no sábado, à meia-noite, na praça Roosevelt.

O texto é baseado na chocante história da menina Isabelle Nardoni, assasinada aos cinco anos de idade. Os principais suspeitos, o pai e a madrasta da menina, foram condenados pelo júri popular, a 31 anos, 1 mês e dez dias de prisão e 26 anos e oito meses, respectivamente.

A peça tem como propósito lançar um olhar para a nova configuração familiar e afetiva e estabelece um ambiente transitótio entre realidade e fantasia, sem qualquer juízo de valor, de acordo com material de divulgação. "A encenação evidencia os pensamentos filosóficos anteriores às ações dos personagens a propõe uma estética distorcida como analogia aos desajustes e às incompatibilidades dos indivíduos com os meios em que habitam".

A decisão judicial foi publicada na noite da sexta-feira, pelo desembargador Marcelo Fortes Barbosa Filho, da 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo. O pedido de cancelamento foi feito por Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella.

O grupo está sujeito a uma multa de R$ 10 mil, se a peça for encenada.

Leia a íntegra da nota divulgada no site do grupo:

"A Cia de Teatro Os Satyros informa que, em respeito a decisão proferida pelo Excelentíssimo Senhor Desembargador Dr. Fortes Barbosa, da 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, a estreia da peça teatral Edifício London, escrita pelo talentoso dramaturgo Lucas Arantes e que teve como ponto de partida e inspiração as peças teatrais Macbeth, de William Shakespeare, Medeia, de Eurípedes, e o caso policial brasileiro que abalou o país e ficou conhecido como Caso Isabella, foi cancelada.

Informamos que serão adotadas todas as medidas necessárias fazer valer o que prescreve o inciso IX, do artigo 5o., da Constituição Federal brasileira, que diz, de forma clara e precisa, que "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença".

Caso Nardoni completa 5 anos e defesa quer anulação do júri


Caso Nardoni completa 5 anos e defesa quer anulação do júri

atualizado às 12h13

Isabella Nardoni morreu ao cair da janela do apartamento do pai e da madrasta. Para advogado, não houve chance de defesa para o casal

Isabella morreu há cinco anos, após cair da janela do apartamento do pai Foto: Arquivo Pessoal / Reprodução
Isabella morreu há cinco anos, após cair da janela do apartamento do pai
Foto: Arquivo Pessoal / Reprodução

  • Melissa Bulegon
A defesa do casal condenado pela morte de Isabella Nardoni, ocorrida há exatamente cinco anos, ainda aguarda o resultado dos recursos impetrados em instâncias judiciais superiores pedindo a anulação do júri por impossibilidade de defesa em virtude do alegado pré-julgamento midiático e pela proibição de transmissão televisiva do julgamento, além da adequação da pena considerada muito alta. A expectativa do advogado Roberto Podval, que representa Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, é que as decisões sejam julgadas pelo Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal até o final do ano. “A gente está aguardando e temos esperanças, lógico, que se conserte um dos maiores erros jurídicos desse País”, disse o defensor.



Não acredito que tenho tido chance de defendê-los porque tamanha foi a exposição que todo mundo sabia o resultado antes de começar o júri. Foi só uma etapa formalmente cumprida
Roberto Podval advogado
Segundo ele, o julgamento do caso Isabella já começou “resolvido”. O pai e a madrasta de Isabella foram condenados, respectivamente, a 26 anos e oito meses e a 31 anos de detenção no dia 27 de março de 2010. “Não acredito que tenho tido chance de defendê-los porque tamanha foi a exposição que todo mundo sabia o resultado antes de começar o júri. Foi só uma etapa formalmente cumprida”, avaliou.  

O promotor que cuidou do caso, Francisco José Cembranelli, não crê que haja alguma reviravolta no caso. “Os recursos estão previstos em lei e como ele (advogado) diz, ainda há esperança, mas não acredito na alteração porque os tribunais vêm firmando a mesma posição”, reiterou. Cembranelli criticou o fato de serem permitidos recursos que não constam mais no Código Penal Brasileiro (CPB). Segundo ele, o protesto por novo júri no caso de sentenças acima de 20 anos deixou de existir em 2008, com a reforma no CPB. “Só no Brasil que ficam recorrendo a instâncias mais elevadas discutindo um dispositivo que não existe mais. A esperança é a ultima que morre e isso explica o fato de a defesa acha que vai mudar alguma coisa”, salientou.  

A morosidade da Justiça brasileira também foi recriminada pelo promotor. “O julgamento foi há três anos e a decisão ainda não é definitiva. Isso nos deixa um pouco perplexos e indignados e a sociedade têm direito de reclamar da morosidade da Justiça brasileira. O cidadão de bem quer uma Justiça rápida, eficiente, que não demore décadas. Por isso fica completamente indignada com essa situação”, lamentou. 

Até que saia o resultado dos recursos impetrados, a defesa do casal Nardoni não pretende entrar com pedido de redução da pena para os dois, que estão detidos devido à prisão preventiva decretada ainda em maio de 2008. “A gente acredita que vai ter o resultado positivo. Se não tiver, vamos pensar na progressão da pena, mas hoje estamos focados nesses recursos. Em alguns casos, o tempo ajuda e não atrapalha”, completou. 

Atrás das grades
Alexandre e Anna Carolina tem dedicado cerca de oito horas diárias, de segunda a sexta-feira, ao trabalho nas oficinas da Fundação Professor Doutor Manoel Pedro Pimentel (Funap) nas penitenciárias onde cumprem pena em Tremembé (SP). Segundo a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SAP), enquanto a madrasta de Isabella se dedica exclusivamente à confecção, o pai participa de mais de uma oficina. 


De acordo com a legislação, a cada três dias trabalhados na prisão é descontado um da pena. Ou seja, o detento que trabalhar 365 dias, terá uma remissão de quatro meses na punição. No entanto, eles precisam cumprir dois quintos da pena para ter direito ao benefício. Ambos se correspondem por meio de cartas e recebem a visita dos dois filhos na prisão. Anna Carolina está na Penitenciária Feminina I Santa Maria Eufrásia Pelletier e Nardoni na Penitenciária II Dr. José Augusto Salgado. 

Sem dar muitos detalhes sobre o cotidiano do casal na prisão, a SAP informou que os dois estão instalados em celas coletivas. Além de ver os filhos ocasionalmente, Anna Carolina também recebe a visita dos pais. De acordo com o promotor Francisco José Cembranelli, não há registros de mau comportamento dos dois atrás das grades até o momento. “Parece que estão adaptados às regras, trabalham durante dia, fazem suas obrigações de presos e, à noite, são recolhidos às celas”, disse.

http://noticias.terra.com.br/brasil/policia/caso-nardoni-completa-5-anos-e-defesa-quer-anulacao-do-juri,7e3d032aad2bd310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

sábado, abril 07, 2012

LIVRO 9º MANDAMENTO

Estou disponibilizando via e-mail meu novo livro sobre o caso Isabella Nardoni, onde consigo entre provas e esclarecimentos fazendo o uso da logica, chegar a um resultado e assumir como unica possibilidade racional de entendimento, o acidente doméstico como causa da fatalidade daquela noite de 29 de março de 2008.
Sem contar a explicação de todas as provas falsas usadas neste caso, como as mentiras e afirmações também falsas que fizeram contra o casal!

Mande um e-mail para amgineolebabederrot@gmail.com que terei o prazer em enviar o livro.

sexta-feira, março 30, 2012

Os 12 minutos e 26 segundos dos peritos


Digite na pesquisa do Google: LAUDO RECONSTITUEM ULTIMOS MOMENTOS DE ISABELLA.

Ou acesse: http://www.youtube.com/watch?v=VaSqAHG6Aho

Degravação de parte da reportagem de Mauricio Ferraz:

“Para chegar ao resultado da reconstituição, os peritos cruzaram informações do laudo necroscópico, de depoimentos de testemunhas, e de um levantamento detalhado do local do crime.

Foram dois meses de trabalho, uma das conclusões, foi à cronometragem do tempo na versão do casal, pra isso, os peritos fizeram a seguinte conta, primeiro, marcaram no relógio o tempo que Alexandre Nardoni teria gasto para tirar Isabella do carro, e deixá-la no apartamento, 6 minutos e 54 segundos.

Depois, fizeram a segunda parte, quando ele volta pra garagem e vai ao apartamento com a família, são mais 6 minutos e 04 segundos. Ate agora, já foram 12 minutos e 58 segundos.

O tempo gasto no elevador foi somado separadamente, os peritos consideraram que o elevador já estivesse no subsolo quando a família chegou, e no sexto andar nas duas vezes em que foi usado por Alexandre.

Do subsolo ao sexto andar, 1 minuto e 2 segundos, o mesmo tempo pra descer e voltar ao apartamento, e 52 segundos, do sexto andar ao térreo, somando tudo, o casal gastaria 16 minutos e 56 segundos, mas entre a chegada do casal e a queda da menina, se passaram apenas, 12 minutos e 26 segundos.

Os peritos também chegaram à conclusão, que se realmente houvesse uma terceira pessoa, ela teria apenas 1 minuto e 55 segundos, para guardar os objetos usados pra cortar a rede, limpar as manchas de sangue, lavar a fralda, trancar a porta, e sair sem deixar qualquer tipo de vestígio.

Amigo, acompanhe meu raciocínio, se o carro foi desligado às 23h36m11s e a queda conforme os cálculos dos peritos foi 12m26s após a chegada da família, portanto, a queda foi precisamente às 23h48m37s, como isso é possível?

Como é possível afirmar que a queda foi exatamente às 23h48m37s, se não existe nenhum registro eletrônico para tanto?

O promotor fez questão de responder no julgamento essa duvida!

“Não há gravação da cena! Não é exigido pela lei brasileira. Não importa se foi com chave, anel.”

Já que a lei brasileira não exige gravação para comprovar a agressão, é obvio que também não seria exigida alguma gravação para comprovar o horário da queda, restando dizer, que o que vale é a conclusão da pericia!

Alexandre Nardoni, naquela noite dos fatos, fez resumidamente o seguinte relato em seu depoimento.

Que chegou com a família, levou a filha, deixou no apartamento, desceu para buscar o restante da família, subiu, e ao retornar novamente para o apartamento, deparou com a tragédia, por fim, desceu a caminho do gramado no térreo.

Transformando essa versão em uma linha do tempo, ficaria assim:

GARAGEM + ELEVADOR + APARTAMENTO + ELEVADOR + GARAGEM + ELEVADOR + APARTAMENTO + ELEVADOR + TERREO.

Ao fazer esse relato, Alexandre fornece um tempo para partes deste acontecido, conforme esta em seu depoimento:

“que permaneceu no interior do apartamento cinco minutos e que no intervalo de descer e subir, acredita que passaram-se uns quatro minutos

Por outro lado, os peritos já tinham o horário exato que o carro foi desligado, e também os horários dos telefonemas dos moradores pedindo socorro.

Carro = 23h36m11s

Antonio Lucio (1º andar) = 23h49m59s

Jose Carlos (3º andar) = 23h50m01s

Acontece que, existe uma diferença importante entre as duas ligações efetuadas pelos moradores.

O Sr Antonio Lucio somente faz essa ligação porque foi informado pelo porteiro Valdomiro, sobre a queda de uma criança.

Enquanto que o Sr Jose Carlos, não foi informado por ninguém sobre a queda, e mesmo assim, a sua ligação tem INICIO apenas DOIS SEGUNDOS após o inicio da ligação do Sr Antonio Lucio.

23h50m01s – 23h49m59s = 2 segundos

A lógica diz que, se ligou, é porque viu, se viu, é porque ouviu, se ouviu, é porque alguém falou que ela caiu.

Sendo assim, essa ligação passa a ter muita importância, igual ou maior, que a ligação do morador do 1º andar.

Portanto, fica claro para os peritos e policia, que a queda esta entre o carro desligado, e a ligação do Sr Jose Carlos.

Acontece que, tanto para os peritos quanto para policia, o casal estava mentindo em sua versão do ocorrido, e que na verdade após defenestrar sua filha, Alexandre desce para o térreo do edifício.

Para isso, seria necessário calcular a principio, o tempo que Alexandre levaria para descer de elevador, do 6º andar ao térreo, esse tempo cronometrado foi de 52 SEGUNDOS.

Portanto, a queda somente poderia ser 52 SEGUNDOS a menos, que o tempo da diferença entre o carro desligado ate a ligação do Sr Jose Carlos.

23h36m11s (-) 23h50m01s = 13m50s

13m50s – 52 segundos = 12m58s

Para os peritos, a queda seria exatamente, 12m58s após o carro ser desligado:

23h36m11s + 12m58s = 23h49m09s

Ao chegar nessa definição, que a queda teria ocorrido por volta das 23h49m, confrontaram esses tempos com a versão do casal.

Nessa versão, o casal precisaria de 3 trajetos de elevador, para chegar ao apartamento e deparar com a tragédia.

Somando isto ao tempo que o próprio Alexandre já teria relatado em seu depoimento, chegaram a um resultado.

Ao confrontar a versão com o tempo, deparam com uma verdade.

23hs36m11s + elevador + 5 min. + elevador + 4 min. + elevador = apartamento.

23hs36m11s + 5min. + 4min. = 23hs45m11s

23hs45m11s – 23hs49m09s (queda) = 3m58s

3m58s dividido por 3 trajetos = (+-) 1m20s para cada percurso de elevador.

(É desta forma que nasceu o tempo mínimo de 52 segundos e o tempo maximo de 1m20s para o trajeto do elevador)

Quando, policia e os peritos chegaram a concluir que era verdadeiro o depoimento de Alexandre, jeito foi incluir essa diferença de tempo na versão do casal, para validar a versão dos peritos e policia:

5 minutos + 4 minutos + 3m58s = 12m58s

Portanto, na versão do casal não poderia ser mais, 5 minutos para a primeira parte, e 4 minutos para a segunda parte, totalizando 9 minutos para as duas partes da versão, e sim, 12 minutos e 58 segundos, deveriam ser gastos nestas duas partes.

Como dividir esse tempo em duas partes, já que os 4(quatro) trajetos de elevador, 3(três), seria entre garagem x 6º andar x garagem, e 1(um), seria do 6º andar para o térreo?

Como já tinham cronometrado o tempo de 52 segundos do 6º andar para o térreo, o restante teria que ser dividido em 3 trajetos.

3m58s – 52s = 3m06s

3m06s : 3 = 1m02s

A partir do momento que foi calculado o tempo para os 4(quatro) trajetos de elevador:

1m02s + 1m02s + 1m02s + 52seg

Esses quatro tempos do elevador deveriam ser incorporados com os tempos de Alexandre (5min + 4min), e divididos em duas partes, para que ficasse provado que o casal na sua versão estaria mentindo.

1m02s + 1m02s + 1m02s + 52seg + 5min + 4min = 12m58s

Acontece que, essa divisão deveria ser homogenia, pois um detalhe importante no depoimento de uma testemunha poderia ser base para o contraditório.

Depoimento do Sr Antonio Lucio

(...) ouviu gritos ao longe de criança, dizendo três vezes seguida, “papai, papai, papai ... pára... pára” passados alguns minutos, cerca de cinco aproximadamente, não sabendo realmente precisar esse tempo, ouviu um estrondo (...)

Portanto, a divisão das duas partes para a versão de Alexandre, passou a ser:

(1ª PARTE) 1m02s + 52seg + 5min = 6m54s

(2ª PARTE) 1m02s + 1m02s + 4min = 6m04s

23h49m09s (queda) – 5 minutos = 23h44m09s (gritos)

USANDO A PRIMEIRA PARTE NA EQUAÇÃO

23h36m11s (carro) + 1m02s (elevador) + 6m54s (1ª parte) = 23h44m07s.

USANDO A SEGUNDA PARTE NA EQUAÇÃO

23h49m09s (queda) – 6m04s (2ª parte) + 1m02s (elevador) = 23h44m07s.

Simplificando, a versão do pai não poderia ser verdadeira, pois ele estaria dentro do apartamento às 23h44m07s, ou seja, a DOIS SEGUNDOS do horário dos GRITOS (23h44m09s). Portanto, o pai seria o assassino e Anna Jatoba, depois que chegasse ao apartamento, passaria a ser cúmplice do marido!

Por outro lado, os peritos provariam que essa nova hipótese, também não seria verdadeira, pois, o casal já estaria dentro do apartamento às 23h44m07s, usando a segunda parte dos cálculos como prova que os dois já estariam dentro do apartamento. Não dando margem alguma para duvidas!

Mas, mesmo que houvesse o contraditório, por mais que fosse uma diferença de 2 SEGUNDOS para os GRITOS.

Isto restou provado, conforme os cálculos ser impossível, daí, é que surge o tempo para essa terceira pessoa.

Entre (23h44m07 e 23h44m09s), somente existiria uma única hipótese de Alexandre já estar dentro do elevador, EXATAMENTE 23h44m08s.

Ou seja, 1 SEGUNDO.

Portanto, dos quatro tempos de elevador, dois seriam eliminados por lógica, caso houvesse uma terceira pessoa:

1m02s + 1m02s + 1m02s + 52s = 3m58m

Fazendo surgir esse “tempo” para a terceira pessoa:

3m58s – (1m02s + 1m02s) = 1m54s

Esse tempo calculado de 1m54s, somado ao “espaço temporal” entre a saída e os gritos (1 SEGUNDO) = 1m55s. (tempo estipulado para a terceira pessoa)

Portanto, já que a primeira e a segunda parte na versão de Alexandre (5m + 4m), viraram (6m54s e 6m04s), faltaria montar o restante da “versão” de Alexandre, para isso foi usado novamente os mesmo horários dos quatro trajetos de elevador:

1m02 + 6m54s + 1m02s + 1m02s + 6m04s + 52s = surgindo assim o tempo na cronometragem dos peritos para a versão de Alexandre, 16 minutos e 56 segundos.

Caso fosse levado ao contraditório, apresentando a versão verdadeira de Alexandre somada aos tempos do elevador, pergunto.

Iria levar a qual interpretação essa versão?

1m02s + 5 minutos + 1m02s + 4 minutos + 1m02s = 12 minutos e 26 segundos.

Acontece, que os próprios peritos disseram que esse foi o horário exato da queda de Isabella Nardoni, em 29 de março de 2008:

23h36m11s + 12m26s = 23h48m37s.

Finalizando, os 12 minutos e 26 segundos, que sempre a policia e peritos disseram ser o resultado de uma reconstituição, nunca foi uma verdade.

Esse tempo sempre pertenceu à versão verdadeira de Alexandre, e esses irresponsáveis por não conseguirem provar a culpa do casal, fazendo uso da má fé, fez com que todos, absolutamente todos, passassem a acreditar ser o tempo da queda de Isabella Nardoni, em 29 de março de 2008.

Amgineo Lebabederrot

ACIDENTE DOMESTICO

Infelizmente ao passar de quatro anos, essa farsa continua a vingar, queira Deus os homens de boa vontade, consigam um dia entender o que realmente aconteceu em 29 de março de 2008.

Recursos contra julgamento do casal Nardoni chegam a Brasília


Anna Carolina Jatobá, 28, e Alexandre Alves Nardoni, 33
   29/03/2012 - 08:53:59
Fonte: Folha de SP/ ANDRÉ MONTEIRO   


Os recursos que pedem um novo julgamento para o casal Nardoni, condenado pela morte da menina Isabella, serão analisados agora pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram condenados pela morte da filha dele no dia 27 de março de 2010, após cinco dias de júri popular.

Alexandre recebeu pena de 31 anos, um mês e dez dias de prisão, e Anna Carolina de 26 anos e oito meses.

Isabella, 5, morreu há exatamente quatro anos, ao cair do sexto andar do edifício London onde morava o casal--, na zona norte de São Paulo. Pouco tempo depois, os dois foram presos e ainda cumprem pena em Tremembé (147 km de São Paulo).

No mês passado, a Seção Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo acolheu parcialmente os recursos da defesa do casal contra acórdão da 4ª Câmara de Direito Criminal, julgado no dia 3 de maio do ano passado.

A defesa havia recorrido contra o júri apresentando diversos questionamentos, mas a 4ª Câmara decidiu apenas recalcular as penas. A de Anna Carolina foi mantida e a de Alexandre passou para 30 anos, dois meses e 20 dias. A defesa recorreu novamente.

A Seção Criminal do TJ entendeu que os questionamentos sobre um pedido de diligência não atendido, o modo de contagem de três dias para a apresentação de documentos e a fixação da pena atenderam a exigência legais, por isso o recurso especial foi encaminhado ao STJ.

Já no recurso extraordinário, a defesa alegou que, por causa da grande repercussão do caso, houve impossibilidade de um julgamento justo --os jurados já teriam opinião formada antes do julgamento. O TJ entendeu que o assunto é controvertido e encaminhou o recurso ao STF.

"É uma tese inédita no Supremo, que nunca foi tratada. Entendemos que o júri, feito em outro momento, foge um pouco daquele clamor da época. Hoje o júri já seria diferente do que foi, daqui a um ano seria ainda mais", diz o advogado Roberto Podval, que defende o casal.

O TJ entendeu que os outros questionamentos apresentados pela defesa nos recursos não cumpriram as exigências legais. Segundo Podval, porém, os documentos encaminhados aos tribunais superiores serão analisados na íntegra.

Os recursos ainda não foram distribuídos aos ministros do STJ e do STF, mas o advogado espera que sejam analisados até o fim deste ano.

STJ e STF vão analisar recursos de novo julgamento para o casal Nardoni

STJ e STF vão analisar recursos de novo julgamento para o casal Nardoni
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
29/03/2012 | 11h02 | Caso Isabella




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nardoni. Imagem: Grizar Junior/Futura Press
Imagem: Grizar Junior/Futura Press


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF) vão analisar os recursos que pedem um novo julgamento para o casal Nardoni, condenado pela morte da menina Isabella de cinco anos de idade. Alexandre recebeu pena de 31 anos, um mês e dez dias de prisão, enquanto Anna Carolina foi condenada a 26 anos e oito meses. Isabella morreu há quatro anos depois de cair do sexto andar do edifício London,ma zona norte de São Paulo, onde morava o casal, o pai e a madrasta. Os recursos ainda não foram distribuídos aos ministros do STJ e do STF, mas a defesa espera que eles sejam analisados até o fim deste ano.
O casal foi preso pouco tempo depois do crime e cumpre pena na cidade de Tremembé, distante 147 km de São Paulo. No mês passado, a Seção Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo acolheu parcialmente os recursos da defesa do casal contra acórdão da 4ª Câmara de Direito Criminal, julgado no dia 3 de maio do ano passado.
A defesa havia recorrido contra o júri apresentando diversos questionamentos, mas a 4ª Câmara decidiu apenas recalcular a pena de Alexandre, que passou para 30 anos, dois meses e 20 dias. A defesa voltou a recorrer.
A Seção Criminal do TJ entendeu que os questionamentos sobre um pedido de diligência não atendido, o modo de contagem de três dias para a apresentação de documentos e a fixação da pena atenderam a exigência legais e por isso o recurso especial foi encaminhado ao STJ.
No recurso extraordinário, a defesa alegou que, diante da grande repercussão do caso, os jurados já teriam opinião formada antes do julgamento, o que teria impossibilitado um julgamento justo. O TJ entendeu que o assunto é controvertido e encaminhou o recurso ao STF. Sobre os outros questionamentos apresentados pela defesa nos recursos, o TJ entendeu que não foram cumpridas as exigências legais.

segunda-feira, março 26, 2012

Sinais de autoritarismo

 

Publicado em 14/03/2012 | Adel El Tasse 

 
Jamais poderia ter se justificado a decretação da prisão preventiva de alguém ao fundamento de que sua defesa formula muitos requerimentos


Sempre que o discurso autoritário se faz presente, o método empregado para conseguir produzir invasão nas liberdades individuais é o mesmo, tendo como pilastra central o ataque contra aqueles que aceitam o desafio de defender pessoas acusadas.

A estratégia em questão foi fundada pela inquisição com base nos escritos de Nicolau Eymerich, que criou a suspeita de bruxaria contra o advogado que defendesse alguma mulher acusada de sua prática, de sorte que era ele também torturado. Na Alemanha nazista foram buscadas as bases teóricas da inquisição, apenas com retórica adaptada à técnica da época por Carl Smith e Edmund Mezger, habilitando a Gestapo a prender quem desejasse. Diferente não ocorreu em Guantánamo, em que, com base no chamado funcionalismo alemão, de clara inspiração inquisitorial e nazista, foi impedida a defesa de acusados submetidos a condições desumanas.

A defesa sempre incomoda pessoas de índole autoritária, pois o seu exercício representa, além da própria preservação dos direitos do acusado, a denúncia dos abusos praticados em nome de retóricas vazias, que no seu íntimo apenas objetivam assegurar os desejos de quem detém o poder.

A prisão de acusado do desvio de recursos da Assembleia Legislativa do Paraná, Abib Miguel, pela forma e fundamentos em que se deu, reacende a preocupação de que as trevas inquisitoriais, tão bem utilizadas pelos nazistas, estejam presentes no Estado brasileiro.

Não se pode prender alguém porque se encontra processado criminalmente e recebe vistas, ou porque janta em restaurantes e muito menos porque sua defesa formula requerimentos. A função da defesa de um acusado é de defender, não de coadjuvar com a acusação, devendo sim formular tantos requerimentos quantos entenda, cabe ao magistrado deferi-los ou rejeitá-los, dentro de absoluta normalidade processual.

Porém é anormal que um acusado que se encontra em liberdade, com garantia constitucional da presunção de inocência, seja em tempo integral vigiado pelo órgão acusador, com pessoas a segui-lo, a fotografar seus passos e devassar sua vida íntima. Em verdade, o que se tem aqui é claro indício de quebra da impessoalidade que deve motivar toda administração pública, inclusive o Ministério Público e em especial a magistratura.

Preocupante imaginar que possam os órgãos oficiais responsáveis pela persecução criminal guiar suas atuações por sentimentos pessoais de perseguição contra determinada pessoa, ainda que acusada dos mais brutais crimes, pois muito mais importante para a sociedade que ver o acusado condenado é ter a certeza de que as bases democráticas estão preservadas.

A condenação ou absolvição de alguém é decorrência da construção racional realizada com base nas provas e ambas as soluções atendem a sociedade se realmente forem o espelho do conjunto probatório do processo. Porém o desrespeito aos princípios democráticos, a pretexto de condenar alguém, é inaceitável, pois coloca em risco a própria existência do Estado Democrático de Direito, que é para a sociedade livre o seu bem mais precioso.

Dessa forma, jamais poderia ter se justificado a decretação da prisão preventiva de alguém ao fundamento de que sua defesa formula muitos requerimentos, pois é o mesmo que se afirmar que se está prendendo o acusado porque seu advogado trabalha.

O advogado não tem o direito de formular requerimentos, mas o dever de fazê-lo, para que cumpra sua função pública de esgotar todas as possibilidades de defesa em favor daquele que lhe confia o patrocínio da causa e seja qual for o resultado do processo deve ser elogiado, jamais utilizado o cumprimento da sua função para cercear direitos e garantias do acusado, como se transmitindo a mensagem dos inquisidores e nazistas, de que se a defesa for bem feita haverá perseguições e retaliações, pois o que se deseja é um faz de contas, em que os defensores finjam defender, o juiz finja ser imparcial e no final de tudo seja decidido conforme o desejo de quem detém e dispõe do poder.

O Judiciário brasileiro vem reiteradamente dando mostras de sua grandeza, sabendo enfrentar as situações mais polêmicas existentes e se posicionando, não em favor da retórica da opinião pública, mas da preservação dos direitos e garantias fundamentais e do Estado democrático. A prisão de um acusado porque recebeu vistas e sua defesa tem trabalhado bem é dissonante com os esforços para esclarecer a sociedade sobre a mais elevada missão da Justiça, a de salvar-nos a todos, inclusive de nós mesmos em nossos momentos de irracionalismo. 


Adel El Tasse, advogado, é professor de Direito Penal. E-mail: adel@eltasse.com.br



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domingo, março 04, 2012

Tribunal admite recurso inédito no caso Nardoni

  • JUSTIÇA
  •   |  Edição:  2208
  •   |  02.Mar.12 - 16:54
  •   |  Atualizado em 04.Mar.12 - 15:59
Tribunal admite recurso inédito no caso Nardoni

por Antonio Carlos Prado e Laura Daudén
 
Está desembarcando no Supremo Tribunal Federal recurso que apresenta uma tese inédita no Brasil: a anulação de um júri popular porque ele não foi televisionado por proibição da própria Justiça. Segundo o recurso, ao qual ISTOÉ teve acesso com exclusividade, somente a transmissão ao vivo teria dado a esse julgamento a publicidade (exigida pela Constituição) proporcional à sua dimensão em todo o País. Trata-se do julgamento do casal Anna Carolina e Alexandre Nardoni, condenados pela morte da garotinha Isabella (filha só de Alexandre). A discussão constitucional, já admitida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, é que televisionar para toda a sociedade era o único caminho de os jurados não se sentirem acuados pela multidão que cercou o fórum exigindo a condenação. A tese foi admitida pelo presidente da Seção Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Antonio Carlos Tristão Ribeiro. 



http://www.istoe.com.br/assuntos/semana/3

sábado, março 03, 2012

Especial do Discovery sobre o caso Nardoni peca em apuração



Especial do Discovery sobre o caso Nardoni peca em apuração

O Discovery Channel estreia hoje, às 23h, a terceira temporada de "Instinto Assassino", com o caso da morte de Isabella Nardoni, 5, em 2008. Embora demonstre qualidade na apresentação de gráficos e na dramatização com atores, a série peca na apuração jornalística.


Omite, por exemplo, que o pai e a madrasta da menina, Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, foram presos nos primeiros dias de investigação, quando nenhum laudo pericial estava pronto. Sugere que a prisão só ocorreu no fim de rigorosa investigação, coroada com o surgimento de prova cabal: marcas da tela de proteção encontradas na camiseta de Alexandre.

Além de confundir Ministério Público com Polícia Civil e mostrar a imagem errada de um pedreiro, a dramatização traz diálogos inexistentes no processo. Num a madrasta, ao agredir a Isabellla, diz: "Não lhe suporto mais. Não quero você em minha casa. Vê se me entende!".

São entrevistados dois jornalistas, um investigador, uma perita e um médico legista. Ninguém da defesa é ouvido. Não é dito que os dois, condenados em 2010, mantém versão de inocência. 


Fonte:  http://www.jornalfloripa.com.br/artisticasenovelas/index1.php?pg=verjornalfloripa&id=4531

quinta-feira, março 01, 2012

Casal Nardoni é considerado culpado pela morte da garota Isabella 27/03/2010 - 10:09:52 .

 Houve muita comemoração no Fórum de Santana após condenação do casal Nardoni .


Juiz Maurício Fossen leu o veredicto do júri à 0h28. No quarto voto pela condenação do casal, contagem foi interrompida.
Após cinco dias de julgamento e expectativa da opinião pública, o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foi condenado no início da madrugada do sábado (27) pela acusação da morte de Isabella Nardoni, ocorrida em 29 de março de 2008. À época, a garota tinha cinco anos. Nardoni foi sentenciado a 31 anos, um mês e 10 dias. Jatobá, a 26 anos e 8 meses de prisão.
À 0h28 deste sábado, o juiz Maurício Fossen leu a decisão dos jurados. Sete pessoas, três homens e quatro mulheres, foram incumbidas de decidir o futuro do casal. Cinco delas jamais haviam participado de um júri.
O juiz Fossen interrompeu a votação quando a contagem chegou a quatro votos favoráveis à condenação - segundo ele, o objetivo foi garantir o sigilo da escolha de cada jurado. Assim, não é possível afirmar que os réus foram condenados por unanimidade.
Enquanto a leitura da sentença era feita pelo juiz, Nardoni, de 31 anos, e Anna Jatobá, de 26 anos (coincidentemente o mesmo tempo de sentença dado a cada um dos réus), esboçaram pouca reação e choraram de forma discreta. Do lado de fora do fórum, quase três minutos de explosões de fogos de artifícios se seguiram.
Quase dois anos se passaram até a semana do julgamento, período em que Nardoni e Jatobá sempre negaram a autoria do crime.

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O casal saiu do Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, direto para o presídio de Tremembé (veja no vídeo acima). Na saída de Nardoni e Jatobá em direção ao presídio, a polícia no local chegou a usar gás de pimenta para afastar a aglomeração que tentou atacar o camburão.
Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella, soube do resultado do júri por uma mensagem de celular. Segundo sua advogada, ela agradeceu aos jurados pela condenação pelo viva-voz do telefone. Ela chorou e acenou para pessoas na sacada de seu prédio na Vila Maria (Zona Norte de São Paulo).
O advogado de defesa Roberto Podval recorreu da decisão logo após o anúncio do veredicto - o casal não terá o direito de aguardar em liberdade. Ele não quis conceder entrevista e apenas declarou que o "brilho da noite é de (Francisco) Cembranelli", o promotor do caso.
Logo após o pronunciamento do juiz, Cembranelli expressou que a confiança na condenação do casal Nardoni era "total". “Sempre me senti pronto. O resultado (do julgamento) mostrou que eu estava certo”, declarou ele, que foi aclamado pelos populares nos arredores do Fórum de Santana. "A certeza que eu tive sempre foi total. Nada me abalou.”
Para Cristina Christo, advogada assistente de acusação, a linha do tempo (na argumentação do promotor sobre os horários das ligações telefônicas que colocam o casal dentro do apartamento no momento do crime) e os depoimentos do médico do IML, da perita e da delegada do caso foram fundamentais para a condenação.
Durante toda a semana, a curiosidade do público e a comoção quanto à morte de Isabella contribuíram para que o movimento em frente ao fórum fosse intenso. Às 22h20 de sexta, os sete jurados se reuniram na sala secreta do júri para escrever o último capítulo de um julgamento que chamou a atenção da opinião pública como nunca aconteceu antes. Terminava ali a luta do casal para se livrar da condenação e da Promotoria para provar a culpa dos dois.

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1º DIA
Na segunda-feira (22), o depoimento emocionado de Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella, marcou o primeiro dia do julgamento do pai da menina, Alexandre Nardoni, e da madrasta, Anna Carolina Jatobá, acusados da morte dela.
Durante a leitura da sentença de pronúncia (quando foram apontados os motivos pelos quais os dois foram mandados a júri), o juiz instruiu os jurados sobre o andamento e os ritos. Dos sete selecionados, cinco jamais haviam participado de um júri que foi formado por quatro mulheres e três homens.
O pedreiro Gabriel dos Santos Neto, uma das testemunhas-chave, que não havia sido localizado, foi o primeiro a chegar ao fórum.
Ana Carolina Oliveira
Durante seu testemunho, que começou por volta das 19h30, Ana Carolina chorou por diversas vezes. A primeira delas foi quando se recordou do momento em que encontrou a menina de 5 anos caída na grama do edifício London.

Ao relatar a trajetória da menina até o hospital, a mãe chorou outras três vezes. Ana Carolina se emocionou ainda ao falar sobre uma discussão com Jatobá ainda no prédio.  Uma das juradas também se emocionou. Ela falava sobre o momento em que ficou sabendo da morte da menina. A jurada não se segurou e começou a chorar.
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Ana Carolina disse que Alexandre jamais conversou com ela sobre o que ocorreu no apartamento. Em seu depoimento, a mãe contou detalhes do relacionamento com Nardoni e disse que ele era violento e chegou a jogar o filho no chão uma vez.
Após seu depoimento, Ana Carolina ficou à disposição da Justiça. O pedido foi feito pelo advogado do casal Nardoni e aceito pelo juiz Maurício Fossen. Segundo Podval, poderia ser necessária uma acareação no decorrer do júri.

Personagens do 1º dia
As manifestações na frente do fórum também marcaram a segunda-feira. Amigos e vizinhos de Ana Carolina fizeram vigília. Pichações foram feitas no muro.
Antes mesmo do início do júri, o advogado Antonio Nardoni, pai de Alexandre Nardoni e sogro de Anna Carolina Jatobá, disse que estava próximo de ocorrer o 3º caso de maior injustiça da história do país.
Os dois outros casos, segundo ele, foram o da mãe acusada erroneamente de colocar cocaína na mamadeira da filha, em 2006, e o dos donos da Escola Base, acusados de abusar sexualmente de alunos, em 1994.
Masataka Ota, pai do menino Yves Ota, assassinado aos 8 anos, em 1997, após ser sequestrado, foi acompanhar a movimentação em frente ao fórum.
Houve confusão também entre o pessoal que esperou para entrar no Fórum de Santana. Mas o princípio de tumulto foi rapidamente controlado.
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Final do dia Ao final do primeiro dia de júri, o advogado do casal Nardoni mostrou-se cético quanto ao andamento do júri. "Está muito no início. A causa é muito difícil. Não temos nenhuma expectativa falsa. Estamos muito pé no chão. A opinião pública está formada", disse Podval.

Já o promotor Cembranelli afirmou que o processo deveria ser menos demorado do que o previsto, uma vez que a defesa dispensou parte das testemunhas. O promotor afirmou que na terça-feira a acusação levaria uma maquete a plenário.

Alexandre Nardoni passou a noite do CDP de Pinheiros e Jatobá na Penitenciária Feminina da Capita
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2º DIA .
Na terça-feira (23), segundo dia de julgamento do casal Nardoni, três testemunhas foram ouvidas: delegada Renata Pontes, o médico-legista Paulo Sergio Tieppo Alves e o perito baiano Luiz Eduardo de Carvalho – que tinha seu nome mantido em segredo pelo promotor até esse dia. A sessão do júri começou às 10h05 e terminou por volta das 19h30.
Alexandre vestia uma camisa polo listrada azul e branca, calça jeans e tênis preto; Anna, por sua vez, usava uma camisa branca, calça jeans e uma sapatilha.
Durante os depoimentos, maquetes do edifício London e do apartamento do casal foram utilizadas. Os jurados também viram fotografias da menina após a morte. Nesse momento, a avó materna de Isabella, que acompanhava o júri da plateia, deixou a sala onde ocorria o julgamento.
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Delegada .
A primeira testemunha a depor na terça foi a delegada Renata Pontes, que indiciou o casal. Em seu depoimento, que durou cerca de 4 horas, ela afirmou ter “100% de certeza” de que Anna e Alexandre foram os responsáveis pela morte da menina e detalhou sua atuação na noite do dia 29 de março de 2008.
Ela contou que foi ao edifício e viu Isabella caída no jardim do prédio. “Ela parecia um anjinho”, afirmou a delegada. Ao ouvir a frase da delegada, os avós maternos da menina, que acompanham o julgamento, começaram a chorar.

Renata rebateu a tese da defesa que afirma que a polícia seguiu apenas uma linha de investigação
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Segundo ela, a certeza da culpa do casal veio após a constatação de que a menina foi agredida antes de cair da janela. Dessa forma, ela descartou morte acidental e latrocínio (roubo seguido de morte), duas versões sustentadas pela defesa.

Renata rebateu a tese da defesa que afirma que a polícia seguiu apenas uma linha de investigação. Em dado momento, o promotor perguntou se ela havia pressionado ou ofendido o casal. Ao ouvir a resposta negativa, Alexandre e Anna balançaram a cabeça, em sinal de reprovação.

Questionada pelo advogado Podval sobre detalhes da investigação, Renata endossou os laudos da perícia. Após o depoimento, o advogado pediu ao juiz para que a delegada ficasse à disposição da Justiça. O juiz aceitou o pedido.
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Legista .
Em seguida, após um pequeno recesso para o almoço, foi a vez do médico-legista Paulo Sergio Tieppo Alves testemunhar. Alves detalhou todo o processo de necropsia.
O promotor fez perguntas específicas ao legista para tentar frisar pontos que eliminassem dúvidas sobre o que considera um crime. Questionou, por exemplo, a presença de marcas de unhas na nuca e lesões na boca e no rosto. Segundo ele, esses detalhes comprovariam que houve esganadura.
O médico atacou um dos argumentos da defesa. De acordo com Podval, a tese de esganadura era frágil, porque o osso que fica entre o pescoço e a mandíbula não se rompeu. Tieppo Alves, no entanto, disse que em crianças com a mesma idade de Isabella esse osso é flexível como uma cartilagem.
A avó materna de Isabella deixou a sala assim que o médico-legista exibiu fotos do corpo da garota morta.
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Perito baiano 
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O perito criminal baiano Luiz Eduardo de Carvalho Dória foi o último a ser ouvido na noite de terça-feira. Arrolado pela assistência de acusação, o perito analisou manchas de sangue encontradas na cena do crime, como em lençóis no quarto de onde Isabella caiu.
Segundo ele, “existem padrões de mancha que permitem estabelecer a altura” da qual ela caiu. De acordo com Dória, pela análise é possível concluir que as gotas no local do crime caíram de uma altura superior a 1,25m.
-Personagens do 2º dia
A autora de novelas Gloria Perez acompanhou o segundo dia de julgamento. Em 1992, a filha de Gloria, a atriz Daniela Perez, foi assassinada. Ela disse que decidiu ir ao local dar apoiar a família da mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira.

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 A autora de novelas Glória Perez acompanhou o segundo dia de julgamento

A escritora Ilana Casoy, autora do livro “O Quinto Mandamento”, que trata do assassinato do casal Marísia e Manfred von Richthofen, também assistiu ao segundo dia do júri. Ela pretende escrever um livro sobre júri do casal Nardoni.
Final do 2º dia
Alexandre e Anna  Jatobá deixaram o fórum por volta das 20h10. Os dois deixaram o local em carros da Secretaria da Administação Penitenciária (SAP) em comboio. Eles voltaram a dormir em penitenciárias da capital. Alexandre Nardoni passou a noite do CDP de Pinheiros e Jatobá na Penitenciária Feminina da capital.
O casal permaneceu calmo durante o júri. Mas pouco antes do fim do segundo dia de julgamento, os dois já davam sinais de cansaço. Jatobá quase cochilou.
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3º dia
Na quarta-feira (24), terceiro dia de julgamento do casal, outras três testemunhas foram ouvidas. O dia foi marcado pela dispensa de oito das dez testemunhas de defesa do casal e pela possibilidade que se abria de Alexandre e Anna Carolina serem colocados frente a frente com a mãe de Isabella.
Por volta das 19h, o julgamento foi interrompido pelo juiz Maurício Fossen, que, após negar, voltou atrás e deixou aberta a possibilidade para que fosse feita uma acareação entre o casal e Ana Carolina Oliveira.
Alexandre Nardoni vestia camisa verde e calça jeans e Anna Jatobá, camisa rosa e calça preta. O terceiro dia do julgamento também foi marcado pelo depoimento de mais de cinco horas da perita criminal Rosângela Monteiro.

Alexandre demonstrou contrariedade em alguns momentos
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Enquanto a sessão do júri era conduzida, do lado de fora do fórum um princípio de tumulto entre pessoas que aguardavam na fila em frente ao fórum para assistir ao julgamento do casal obrigou a Polícia Militar a agir para controlar a situação.

Perita
Rosângela afirmou que as marcas da rede de proteção na camiseta de Nardoni evidenciam que foi ele quem atirou a menina pela janela. Segundo ela, seria impossível as marcas na camisa serem feitas de outra forma que não seja segurando um peso de 25 kg, com os braços estendidos para fora da janela. A perita também afirmou que o sangue encontrado no apartamento era da menina morta.
Alexandre e Anna Jatobá permaneceram impassíveis durante todo o testemunho; ele, no entanto, demonstrou mais atenção às explicações da perita do que ela.

Alexandre demonstrou contrariedade em alguns momentos e em apenas duas horas de depoimento chamou seus advogados sete vezes para fazer comentários.

-Maquete quebrada 
Por volta das 17h, começou o depoimento do jornalista Rogério Pagnan. Na época da queda de Isabella, ele fez uma entrevista com o pedreiro Gabriel Santos para o jornal "Folha de S.Paulo", em que ele afirmava que uma pessoa havia arrombado uma obra vizinha ao edifício London na noite da morte da menina.

O depoimento de Pagnan durou cerca de 40 minutos. Enquanto fazia uma demonstração, o jornalista quebrou um pedaço da maquete.

-Última testemunha da defesa 

Tenho 40 anos de serviço e fiquei muito chateado com aquela situação"
A terceira testemunha a depor foi o escrivão de polícia Jair Stirbulov. Ele terminou de falar às 18h. Foi a última testemunha a ser convocada pela defesa.
Questionado pelo advogado de defesa do casal, ele negou que policiais tenham comido algo no apartamento no dia seguinte ao crime. "Eu tenho 40 anos de serviço e fiquei muito chateado com aquela situação", afirmou, ao dizer que não comeu ovos de Páscoa ou tomou café no apartamento.
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Personagens do terceiro dia
A irmã de Alexandre Nardoni, Cristiane Nardoni, chorou antes de começar o julgamento na quarta-feira. Ela se aproximou da divisória de madeira que separa o júri da plateia, bateu no peito e disse “Força! Força!” olhando para o irmão e para a cunhada. Alexandre respondeu também batendo no peito e sorrindo, sem dizer nada.

Pelo segundo dia consecutivo, a escritora de novelas Gloria Perez acompanhou a família de Ana Carolina Oliveira. O advogado do casal Nardoni comentou a presença da autora na plateia. “É um direito dela apoiar quem quiser. Sou um fã dela”, disse.
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Final do 3º dia
Ao final do terceiro dia de julgamento, o juiz Maurício Fossen chegou a negar o pedido da defesa para que fosse feita uma acareação entre o casal Nardoni e a mãe de Isabella. Logo em seguida, Fossen voltou atrás e deixou aberta essa possibilidade. Dessa forma, a acareação poderia ocorrer na quinta-feira.
De acordo com o promotor, a mãe de Isabella estava abalada e deprimida. Ele se disse contrário à acareação. "Não acrescenta nada", afirmou.
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Eu entrei em um júri perdido, com a defesa destroçada e com a opinião pública querendo me bater"
A quinta-feira (25), quarto dia de julgamento de Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni, foi marcado pelo interrogatório dos réus. Os dois responderam a perguntas do juiz Maurício Fossen, da Promotoria, da defesa e dos jurados e negaram ter assassinado a garota. O julgamento do casal entrava em seus momentos decisivos.
O depoimento de Alexandre à Promotoria começou por volta das 10h45 e foi encerrado às 16h25, com um intervalo para almoço. Anna Carolina Jatobá começou a depor em seguida e seu interrogatório foi encerrado às 20h45.
Alexandre entrou no plenário vestindo uma camisa verde listrada, uma calça jeans e tênis preto. Já Anna usava camisa azul, calça jeans e uma sandália plástica.

A tensão foi aparente no quarto dia de julgamento e se tornou clara entre o promotor e o advogado de defesa
O dia foi marcado pela afirmação de Alexandre de que o delegado responsável pelo caso propôs que ele assumisse a culpa pela morte da garota e pela admissão de Anna Jatobá em seu interrogatório que, durante depoimento à polícia na época da morte de Isabella, “aumentou” e “inventou” informações.
A desistência da defesa do casal Nardoni em pedir uma acareação de Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni com a mãe da menina, Ana Carolina Oliveira, também foi um dos destaques da quinta-feira.
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Alexandre Nardoni
"Tanto a minha esposa atual como a mãe da minha filha tinham ciúmes, como eu tinha ciúmes delas"
 
 Em seu depoimento, Alexandre afirmou que o delegado Calixto Calil Filho propôs que ele assumisse a culpa pela morte da garota. Disse ainda que foi “humilhado” na delegacia durante as investigações da morte dela. O pai de Isabella chorou três vezes e negou o crime. O delegado não quis falar com a reportagem sobre a acusação.
Questionado pela assistente de acusação, Cristina Christo, se a madrasta de Isabella era ciumenta, Alexandre afirmou que isso “é normal em casais que se gostam”. “Tanto a minha esposa atual como a mãe da minha filha tinham ciúmes, como eu tinha ciúmes delas”, disse.
Alexandre negou que tenha visto uma terceira pessoa no apartamento do casal na noite em que Isabella foi morta. "Eu não vi ninguém de preto, não vi ninguém armado, não saí e tranquei a porta do apartamento, como divulgado pela imprensa", disse o réu.
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Anna Jatobá
 
"Eu nunca bati em ninguém. Nunca fui violenta "
 
Mais nervosa do que Alexandre, Anna Jatobá já entrou chorando no plenário. Ela chegou a ser advertida pelo juiz Maurício Fossen para que falasse mais devagar. Bastante emocionada durante o seu depoimento, a madrasta de Isabella continuou chorando em vários momentos diante do júri.
Por diversas vezes, o promotor apontou contradições entre o primeiro e o segundo depoimentos dados por ela à polícia na época da morte de Isabella. Anna Jatobá também afirmou que não é uma pessoa violenta. “Eu nunca bati em ninguém. Nunca fui violenta.” Ela contou que antes de o filho mais velho nascer, ela e Alexandre brigavam muito. “Depois de ter meu filho, amadureci”, contou.

-É um mistério para o mundo inteiro e para mim também. Eu me pergunto todos os dias o que aconteceu"
 
A madrasta de Isabella levantou dúvidas sobre a conduta dos policiais durante a perícia realizada em sua casa após a morte da garota. Anna Jatobá disse ter sentido falta de um laptop no dia seguinte à morte da enteada. O desaparecimento, disse ela, foi notado após a perícia realizada no apartamento onde morava com o marido, Alexandre, e os dois filhos.
Questionada sobre o fato de não ter imediatamente ligado para a polícia, deu resposta similar à de Alexandre. “É de praxe tudo o que acontece eu e o Alexandre ligarmos para nossos pais. Na hora do desespero, a única coisa que pensamos foi ligar para nossos pais”, disse.
Antes de encerrar seu interrogatório, Anna Carolina Jatobá disse que até hoje não sabe o que ocorreu no dia da morte de Isabella. “É um mistério para o mundo inteiro e para mim também. Eu me pergunto todos os dias o que aconteceu”, afirmou a madrasta da menina, desatando a chorar logo depois.

-Tensão

A tensão foi aparente no quarto dia de julgamento e se tornou clara entre o promotor e o advogado de defesa. O juiz Maurício Fossen teve de intervir para interromper uma discussão entre eles.

  • O senhor não sabe tudo da minha vida? Sem os óculos meus olhos ficam irritados "
A discussão ocorreu porque a cada manifestação de Cembranelli, Podval insistia em ouvir do promotor o número da folha do processo a que ele se referia. Em determinado momento, Cembranelli se irritou e iniciou-se uma discussão.
Nardoni também se irritou com o promotor. Questionado, ele respondeu que sempre usou óculos e provocou: “O senhor não sabe tudo da minha vida? Sem os óculos meus olhos ficam irritados”, disse.
Após a resposta de Nardoni, o promotor afirmou que o choro do pai de Isabella “não tem lágrimas”. O juiz Maurício Fossen mandou que os jurados não considerassem o comentário do promotor.
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Final do 4º dia
Após a sessão ser interrompida na noite de quinta-feira, o advogado de defesa do casal disse, em entrevista, que os réus tinham uma chance pequena de absolvição.
“Quando eu assumi a defesa, eu disse a eles: ‘Vão lá (no julgamento) e digam a verdade, toda a verdade. Mentindo, eu não ganho. Dizendo a verdade, eu tenho uma mínima chance de vitória. Se tiver chance, é pequena”, afirmou Podval. “Eu entrei em um júri perdido, com a defesa destroçada e com a opinião pública querendo me bater.”
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5º dia

Na sexta-feira (26), quase dois anos depois da morte da menina Isabella, os brasileiros se preparam para acompanhar o que seria o último dia do julgamento do casal Nardoni. Após uma semana marcada por depoimentos das testemunhas e interrogatório dos réus, o anúncio do veredicto do júri foi antecedido por um dia tenso, marcado pelo debate entre a acusação e a defesa.
Anna Jatobá chegou ao Fórum de Santana por volta das 8h08. Alexandre Nardoni, às 8h33. Abalada e debilitada fisicamente, Ana Carolina de Oliveira, a mãe de Isabella, não compareceu ao último dia do julgamento.
Em frente ao fórum, uma imensa fila começou a se formar ainda durante a madrugada. O movimento seria intenso durante todo o dia. Nem mesmo a chuva foi capaz de afastar as pessoas do local.
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Promotoria
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"Isso é uma prova científica"
 
A sessão foi retomada por volta das 10h26 com o promotor Francisco Cembranelli fazendo suas considerações. O promotor afirmou que o casal “estava no apartamento no momento em que Isabella caiu”. Com o cruzamento de dados de ligações telefônicas e do rastreador do carro de Alexandre, ele construiu uma linha do tempo desde a entrada do veículo na garagem até momentos após Isabella cair da janela do sexto andar. “Isso é uma prova científica”, relatou.
Cembranelli disse em seu pronunciamento ao Tribunal do Júri que as provas contra Anna Jatobá e Alexandre Nardoni eram “arrasadoras”. Segundo ele, caso uma outra pessoa tivesse matado a menina, o júri seria “simples”.

Promotor ficou nervoso durante sua réplica e disse ser alvo de uma “canalhice sem precedentes

“Os olhos do Brasil estão voltados para essa sala. As provas são arrasadoras e as pessoas não querem vingança e, sim, justiça”, disse Cembranelli.

O promotor lembrou que este é o seu tribunal de número 1078. “Não estou em busca de fama, de promoções. Talvez até me aposente depois deste júri. Eu trocaria o anonimato se pudesse devolver Isabella a Ana Oliveira”, disse logo no início de sua explanação.

-"Não estou em busca de fama, de promoções. Talvez até me aposente depois deste júri"

 Ao lembrar a versão defendida pelos advogados de Nardoni de que o réu chegou ao apartamento e, ao se deparar com a tela de proteção rasgada, se projetou para fora da janela, se desesperou e telefonou para o pai, o promotor afirmou: “Eu talvez me jogasse da janela para chegar mais rápido”.
Em seguida, Cembranelli perguntou ao advogado que defende os acusados: “E o senhor, não faria isso?”. Podval, então, respondeu: “Ligaria para meu pai.”
O representante do Ministério Público disse então que ele e a mãe da vítima, Ana Carolina Oliveira, esperam que os jurados “façam justiça”. Por volta das 13h, o julgamento foi suspenso.
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Defesa
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Às 14h43, os trabalhos do Tribunal do Júri foram ser retomados com a explanação do advogado de defesa, Roberto Podval. Logo no início de sua fala, ele chegou a chorar. O advogado elogiou o promotor do caso. “O Cembranelli me intimida.” Podval afirmou que defender o casal Nardoni é uma das missões mais difíceis de sua vida, mas que “defende o que acredita.”
Podval ironizou as falas da perita Rosângela Monteiro, que disse em seu depoimento ser a única capaz de realizar testes com o “blue star” no estado de São Paulo. Ele a chamou de arrogante.
“A pessoa mais esperada, ilustre, a mais culta, a única perita do Brasil que tem conhecimento para fazer teste do ‘blue star’”, disse no início da argumentação contra a perícia. Depois de apontar as falhas observadas por ele no trabalho, Podval completou: “Aí eu sou o maluco que fica criticando e questionando a gênia”.
Ele tentou mostrar aos jurados a possibilidade de uma terceira pessoa no apartamento no dia da morte de Isabella usando o depoimento de uma testemunha à polícia. Essa testemunha disse que ouviu um barulho de porta batendo antes da queda da menina e que chegou a pensar que o barulho tivesse sido do impacto.
Durante a explanação do advogado Roberto Podval e teve de ser retirada temporariamente da sala do júri. Muito nervosa e chorando muito, ela chegou a ter enjôos e também apresentou queda na pressão.
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Réplica
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"Não há como absolver um e condenar o outro"
 
Após um breve intervalo, o júri foi retomado por volta das 17h45. Dessa vez, com a réplica do promotor. Ele mostrou aos jurados fotos do quarto de Isabella. Para o promotor, “a própria dinâmica do quarto” mostra que a menina não chegou a ser colocada na cama. Para ele, o quarto estava do jeito que a menina deixou durante a manhã de 29 de março de 2008.
Em mais um momento de clara tensão, o promotor ficou nervoso durante sua réplica e disse ser alvo de uma “canalhice sem precedentes”. A frase foi dita em referência à acusação de que o delegado propôs que Alexandre assumisse a culpa pela morte de Isabella e que ele estava presente neste momento, ainda durante as investigações.
Segundo ele, Anna Jatobá tinha um filho pequeno, que não dava descanso a ela, era uma “escrava”, dependia financeiramente da família do marido e havia abandonado a faculdade. “Esse era um barril de pólvora que estava prestes a explodir”, afirmou.
No fim de sua réplica, Cembranelli disse que “não há como absolver um e condenar o outro”, em referência aos réus. “Não tem meia verdade, não tem meia história”, disse ao júri.
Às 19h48, o júri foi novamente interrompido.
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Tréplica 
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Peço a absolvição deles por absoluta ausência de provas"
Às 20h15 desta sexta-feira (26) com a tréplica do advogado de defesa. Ele, que tinha duas horas para fazer suas argumentações finais, utilizou apenas 45 minutos.
Podval reafirmou durante a tréplica no julgamento que não havia provas contra o casal. “Peço a absolvição deles por absoluta ausência de provas”, disse.
Ele citou que, apesar de ter pingado sangue em diversos pontos do apartamento, não havia nada na roupa de Alexandre. “Essa criança sangrou no apartamento inteiro e não tinha uma gota de sangue na roupa dele?”, questionou.
Ele afirmou que os horários passados pela Polícia Militar sobre o momento da ligação após a queda da menina são divergentes. Podval questionou se acusar com base nesses dados é seguro.
No final de sua argumentação, o advogado virou para o promotor Francisco Cembranelli e falou sobre o trabalho dele nestes dois anos no caso. E depois virou para os réus e disse que Cembranelli havia apenas feito o papel dele.
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Decisão

Às 22h20, após um intervalo para o jantar, os sete jurados já estavam reunidos na sala secreta para definir o futuro do casal Nardoni.
Eles responderam às perguntas formuladas para decidir se condenavam ou inocentavam Alexandre e Anna Jatobá da morte de Isabella e da acusação de fraude processual.
Enquanto isso, do lado de fora, com o número de populares aumentando gradualmente em frente ao Fórum de Santana, o coronel Ricardo de Souza, responsável pela segurança do local, admitia que iria pedir reforço no número de policiais.

Fonte: http://www.brasilcard.com/site/ver_noticia.asp?cod=82904&codDep=768